Zanin autoriza investigação de Marco Buzzi, do STJ, em caso de venda de sentenças

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no inquérito sobre venda de sentenças. O magistrado nega relação com o caso.

Esta é a segunda investigação contra o ministro no STF. A outra é relativa a denúncias sobre assédio sexual supostamente cometido pelo magistrado e está sob relatoria de Nunes Marques.

A abertura da investigação contra Buzzi no caso da venda de sentenças se deu em maio e foi revelada essa semana pelo jornal O Globo e confirmada pelo JOTA.

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Zanin atendeu a um pedido da Polícia Federal. Segundo a corporação, apareceram menções a familiares de Buzzi ao longo das investigações. Além de Buzzi, o ministro Moura Ribeiro também é investigado no caso da venda de sentenças.

Em nota enviada pelo advogado de Buzzi, Paulo Emílio Catta Preta, a defesa afirma não ter conhecimento de que o ministro é investigado no STF. O texto diz também que o magistrado não tem nenhuma relação com as atividades profissionais de seus familiares. “Ao contrário, é legalmente impedido de julgar casos que seus familiares tenham atuação”. Processo administrativo no STJ

Está marcado para o dia 6 de agosto o julgamento do processo administrativo contra Buzzi, acusado de assediar e importunar sexualmente pelo menos duas mulheres, uma jovem de 18 anos e uma funcionária de seu gabinete. Afastado do cargo desde fevereiro deste ano, Buzzi é alvo de Processo Administrativo Cautelar (PAD). A sessão não será pública.

Buzzi será julgado pelo plenário do STJ. A sessão contará com a sustentação oral por parte da acusação e, depois, da defesa. Após, haverá a leitura do relatório pela comissão responsável pelo PAD, composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. Em seguida, votarão os ministros.

Durante o processo, foram colhidos relatos de cerca de 20 testemunhas, 12 pelo lado da defesa. No mês passado, Buzzi prestou depoimento ao STJ. As duas vítimas não quiseram prestar depoimento.

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Os casos tramitam com os números Pet 13140 e Inq 4997.