O valor destinado ao pagamento de precatórios da União para este ano é 6,84% menor do que o registrado em 2025. Segundo dados da Advocacia-Geral da União (AGU), foram reservados R$ 69,67 bilhões para serem pagos até dezembro próximo, contra o montante de R$ 70,22 bilhões no ano anterior.
As cifras referem-se aos valores nominais das quantias de precatórios em cada ano. O percentual de redução é obtido a partir da atualização pela inflação da quantia paga em 2025.
O valor de R$ 69,67 bilhões para quitação em 2026 se origina de 164 mil expedições de precatórios contra a União. A maior parte (97,7%) dos precatórios inscritos é de valores até R$ 1 milhão. Quatro têm valores maiores do que R$ 1 bilhão – o maior tem o valor de R$ 1,472 bilhão, segundo Relatório de Despesas com Sentenças Judiciais do Ministério do Planejamento e Orçamento.
A última queda no valor total pago por ano em precatórios havia sido em 2023. Segundo a AGU, o volume de precatórios teve crescimento real (acima da inflação) de 240,41% entre 2015 e 2025.
O montante destinado às requisições de pequeno valor (RPVs) também registrou queda. O dado mais recente divulgado é de 2025. No ano, houve redução de 11,48% nos valores pagos em relação a 2024: a cifra nominal caiu de R$ 34,93 bilhões para R$ 32,63 bilhões.
O movimento representou a interrupção de uma sequência de altas desde 2020 que acumulou 69%. Conforme divulgação da AGU, os dados são resultado de uma estratégia de atuação “que prioriza o diálogo e a resolução inteligente de disputas”. De acordo com o órgão, a atuação envolve reconhecer o montante devido de forma antecipada, evitando que a demanda se arraste na Justiça nos casos em que exista um cenário “sabidamente desfavorável”.
Entre 2023 e 2025, foram homologados mais de 1,77 milhão de acordos, um aumento de 171% em relação ao triênio anterior.