O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi anunciado, nesta quarta (5/8), como candidato à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições 2026. A chapa pura, formada dentro do próprio Partido Liberal (PL), foi formalizada depois de uma série de negativas de partidos de centro para compor uma coligação a nível nacional e puxa a candidatura ainda mais à direita.
Alfredo Gaspar está no primeiro mandato como deputado federal. Tem 55 anos, é de Maceió (AL) e foi promotor de Justiça no Ministério Público de Alagoas por mais de 20 anos. Se filiou ao PL em março deste ano, mas foi eleito em 2022 pelo União Brasil.
O deputado chegou a ser anunciado como candidato ao Senado Federal pelo PL em Alagoas na terça (4/8), antes do anúncio nesta quarta (5/8). Flávio descreveu seu escolhido como um nome experiente na área da segurança pública. “Alguém que já foi promotor de justiça e chefe de Ministério Público de seu estado. Alguém que enfrentou e defendeu nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha, e alguém que representa o Nordeste de fato”, descreveu.
A opção pelo nome de Gaspar também reforça a estratégia de campanha de ligar o presidente Lula (PT) ao escândalo dos desvios em benefícios do INSS, que acende o alerta na campanha do petista. Nesta semana, Lulinha, filho do presidente, se tornou alvo de três investigações por suposto tráfico de influência. O ex-assessor de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, Marcola, também passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF) por ter recebido um empréstimo de Roberta Luchsinger, lobista e amiga de Lulinha.
Gaspar ficou mais conhecido por ter assumido a relatoria da CPMI do INSS, em uma manobra política da oposição que venceu os indicados pela cúpula do Congresso à época. Inicialmente, o senador Omar Aziz (PSD-AM) e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) assumiriam a presidência e a relatoria do colegiado.
A oposição, porém, se organizou para conseguir votos e eleger Gaspar na relatoria e Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência. O relatório final de Alfredo Gaspar foi rejeitado na comissão, depois de o governo conseguir organizar os membros da CPMI.
Gaspar já atuou como vice-líder do União Brasil e da oposição na Câmara. Participou de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) como a das Pirâmides Financeiras e a que investigou a atuação do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST).

