PP e União sinalizam neutralidade, desafiam Flávio Bolsonaro e liberam alianças estaduais

O Progressistas e o União Brasil avançam, nesta semana, para firmar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições 2026. A definição pesa principalmente para o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deve chegar à convenção que oficializará seu nome na disputa, no sábado (25/7), sem uma candidata a vice definida.

Flávio Bolsonaro foi comunicado pela presidência do PP sobre a posição. A decisão foi tomada depois de uma reunião, na noite desta terça-feira (21/7), com integrantes da Executiva Nacional e o presidente do partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), na qual foi reforçada a posição majoritária favorável à neutralidade.

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Estavam presentes nomes como os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ), líder da bancada na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) e Eduardo da Fonte (PP-PE), além da senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Como divulgado pelo próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a ex-ministra da Agricultura recusou os apelos para disputar a vice-presidência na chapa de Flávio. Entre outros motivos, pesou a intenção de disputar a presidência do Senado Federal no próximo ano, na tentativa de ser a primeira mulher a ocupar o posto.

A posição de neutralidade na disputa presidencial abre caminho para que os diretórios estaduais firmem suas alianças de forma independente, levando em consideração as construções locais. Em São Paulo, por exemplo, a federação União Progressista reafirmou o apoio a Flávio Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. Já na Paraíba, o governador Lucas Ribeiro, que também busca um novo mandato à frente do estado, caminhará com Lula.

As recentes crises internas na pré-campanha de Flávio Bolsonaro favoreceram a decisão dos dois partidos do chamado Centrão pela neutralidade.

O senador carioca passa por um momento de fragilidade depois da divulgação de áudios de uma conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro, da briga pública com a madrasta, Michelle Bolsonaro, e da associação feita pelo governo federal entre ele e o governo dos Estados Unidos, no momento em que um novo tarifaço foi aplicado a produtos brasileiros.

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Ciro Nogueira, também atingido pelas investigações sobre relações com o Banco Master, manifestou insatisfação por não ter sido defendido publicamente pelo pré-candidato do PL, que se distanciou do aliado.

Com a negativa da megafederação de compor formalmente o palanque nacional, Flávio Bolsonaro também tenta construir uma aliança com o Republicanos, presidido por Marcos Pereira. Coordenadora do plano econômico da campanha, a ex-presidente da Caixa Daniella Marques é filiada ao partido, mas não é unanimidade dentro da sigla como nome para a vice-presidência, o que contraria, até o momento, um dos planos do filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro.