Médicos da Polícia Federal entregaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudo apontando doenças crônicas no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que exigem avaliação e cuidados médicos. Contudo, segundo a perícia, as comorbidades não ensejam, no momento, a transferência para o hospital. Os resultados do relatório foram enviados para a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Ao ser transferido da Superintendência Regional da Polícia Federal para a Papudinha no dia 15/1, Moraes determinou que Bolsonaro fosse submetido à junta médica oficial da Polícia Federal para avaliação do seu quadro clínico, necessidades para cumprimento da pena, bem como sobre a necessidade de transferência para o hospital penitenciário.
Na mesma ocasião, Moraes facultou à defesa e à PGR a indicação de assistentes técnicos e perguntas a serem feitas aos médicos. Os advogados de Bolsonaro apresentaram uma lista com 39 questões – seis foram rejeitadas.
De acordo com o laudo, o ex-presidente é portador das seguintes doenças crônicas: hipertensão arterial sistêmica; Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave; obesidade clínica; aterosclerose sistêmica; doença do refluxo gastroesofágico; queratose actínica e aderências intra-abdominais.
A perícia destacou que, no momento, as doenças encontram-se sob controle clínico medicamentoso e não medicamentoso e sugere que sejam feitos exames complementares para melhor definição diagnóstica e tratamento adequado do quadro neurológico em curso.
O documento recomenda a instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento; de campainhas de emergência e outros dispositivos de monitoramento em tempo real; e o acompanhamento contínuo nas áreas comuns.
Sugerem ainda avaliação nutricional e prescrição dietética por profissional especializado, prática regular de atividade física aeróbica e resistência e fisioterapia contínua.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado em 2022.

