Dívidas rurais: reunião acaba sem acordo; governo quer definição

Terminou sem acordo a reunião desta terça-feira (7/7) entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para discutir a repactuação dos passivos do setor. O Executivo ofereceu incluir em uma medida provisória parte do texto aprovado pelo Senado no PL 5.122/2023. A ideia enfrenta a resistência dos ruralistas, que preferem seguir com a matéria já validada pelos senadores.

Um dos principais impasses diz respeito ao escopo do programa. Enquanto o Planalto quer restringir o refinanciamento a produtores com perdas climáticas, a FPA defende uma medida mais ampla.

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“Nós entendemos que quem teve perda climática precisa de fato ter o auxílio. Mas o cerne do texto aprovado no Senado é o enquadramento daqueles que tiveram perda de renda devido ao endividamento rural. Não vamos abrir mão disso”, declarou o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA.

Para avançar nas tratativas, a Fazenda busca um entendimento em relação à abrangência do programa, taxas de juros, prazos e regras de enquadramento. Uma nova reunião está prevista para ainda hoje para que os dois lados tragam soluções alternativas sobre esses pontos.

“A FPA está modelando algumas sugestões, assim como o próprio Ministério da Fazenda. A ideia é que, ainda hoje, no mais tardar até as 20h, seja apresentada uma proposta ao presidente da Câmara, para que amanhã pela manhã seja efetivamente batido o martelo”, disse o deputado governista Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), líder da Maioria na Casa.