O primeiro debate presidencial da Band nas eleições 2026, realizado no domingo (23/8), teve impacto abaixo do esperado pelas campanhas, apesar de provocar um forte aumento na movimentação nas redes sociais e em aplicativos de mensagem. Segundo dados da consultoria Palver, foram registradas 2.997 menções entre 18h e 23h, com o pico de discussão concentrado às 21h, uma hora após o início da transmissão.
A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) não impediu que os três fossem incorporados à conversa digital. Lula e Flávio foram justamente os nomes com maior índice de menções desfavoráveis, 53% e 49%, respectivamente, sinal de que continuaram no centro dos ataques e da disputa política mesmo fora do palco.
Entre os três candidatos presentes, Renan Santos foi o principal beneficiário da atenção digital. O candidato da Missão liderou o volume de menções durante toda a semana e registrou um pico expressivo no dia do debate. Também teve o melhor desempenho no sentimento das conversas: 38% das menções foram favoráveis, contra 28% para Ronaldo Caiado.
O conteúdo do debate ajuda a explicar esse resultado. Renan concentrou sua participação em Segurança (17%) e Corrupção e Justiça (15%), temas que reforçam sua tentativa de ocupar o espaço de uma candidatura mais radical e antissistema. Caiado, por outro lado, priorizou Educação (27%) e apareceu como uma alternativa mais propositiva à direita, com potencial de dialogar com o eleitorado moderado. Augusto Cury concentrou sua fala em Política Social (31%) e Economia (20%).
No balanço estratégico, o debate não parece ter produzido uma mudança relevante no cenário eleitoral, mas serviu para reforçar posicionamentos. Renan saiu com maior capacidade de mobilização e associação aos temas de segurança e corrupção, enquanto Caiado construiu uma imagem mais moderada e propositiva. Cury e Zema, por ora, permanecem com papel marginal na disputa.

