A comissão de sindicância aberta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá ouvir no dia 11 de junho as duas vítimas e cerca de 20 testemunhas na investigação que apura a conduta do ministro Marco Buzzi em suposto caso de importunação sexual.
Buzzi está afastado do tribunal desde 10 de fevereiro e é investigado pela comissão após ser acusado por uma jovem de 18 anos de importunação sexual em uma praia em Santa Catarina. Depois da primeira denúncia, uma servidora também afirmou ser vítima de crime sexual cometido pelo ministro. Ele também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
No STJ, além dos ministros que atuam na comissão, uma desembargadora federal trabalha no caso. No dia 11 ela participará da coleta dos depoimentos.
Compõem a comissão os ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, além dos suplentes ministros Humberto Martins e João Otávio de Noronha.
O JOTA entrou em contato com a defesa de Buzzi, que em nota afirmou: “No curso da instrução, a defesa do ministro Marco Buzzi atuará com serenidade, responsabilidade, com respeito às instituições e as pessoas envolvidas. Foram indicadas 30 testemunhas pela defesa, das quais foram admitidas 16 pela Comissão Processante e que certamente poderão elucidar a verdade dos fatos”.

